Andamento

Como escolher e comprar um bom cavalo?
Tração, montaria (tipo de montaria), prática de cavalgadas, saltos, corrida de velocidade, jogo de Pólo etc; são algumas modalidades a que são destinados os cavalos. O mercado de compra e venda de equinos encontra-se aquecido, em virtude do aumento do interesse por cavalos e esportes relacionados e esse tipo de animal. O porte físico do animal deverá, igualmente, ser escolhido de acordo com o tipo físico do seu dono, este é um fator também importante. Um animal de grande porte, por exemplo, não seria adequado para a prática de equitação para uma criança ou adolescente de baixa estatura. Além dos aspectos relacionados às possíveis doenças, o médico veterinário deverá avaliar as funções reprodutivas do animal, o estado físico do animal, através de um exame clínico, para que não ocorram surpresas desagradáveis, posteriormente. Outro importante aspecto é a avaliação do comportamento do animal, se é dócil ou agressivo, os problemas de aprumos e consequências no andar, além das características próprias da raça do animal escolhido. Uma vez observados todos esses aspectos, é possível que se faça uma boa aquisição.
MANGALARGA MARCHADOR – Porte médio, ágil, estrutura forte e bem proporcionada, expressão vigorosa e sadia, visualmente leve na aparência, pele fina e lisa, pelos finos, lisos e sedosos, temperamento ativo e dócil. Para machos a ideal é de 1,52 m, admitindo-se para o registro definitivo a mínima de 1,47 m e a máxima de 1,57 m.O mangalarga marchador é uma raça de cavalos descendente dos Alter-Real, cuja origem remonta à coudelaria Alter-Real, que chegou ao Brasil por meio de nobres da Corte portuguesa e, após, cruzada com cavalos de lida, em sua maioria advindos da raças ibéricas (berberes), que aqui chegaram na época da Colonização do Brasil.Segundo a tradição, em 1812, Gabriel Francisco Junqueira (o barão de Alfenas) ganhou de D. João VI, um garanhão da raça Alter-Real e iniciou sua criação de cavalos cruzando este garanhão com as éguas comuns da Fazenda Campo Alegre, situada no Sul de Minas entre os municípios de Cruzília e Luminárias. Como resultado desse cruzamento, surgiu um novo tipo de cavalo que acreditamos foi denominado Sublime pelo seu andar macio.Esses cavalos cômodos chamaram muito a atenção, e logo o proprietário da Fazenda Mangalarga trouxe alguns exemplares de Sublimes para seu uso em Paty do Alferes, próximo à Corte no Rio de Janeiro. Rapidamente tiveram suas qualidades notadas na sede do Império – principalmente o porte e o andamento – e foram apelidados de cavalos Mangalarga numa alusão à roupa de seus montadores.

Em 1934 foi fundada a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga (ABCCRM). Anteriormente, houve uma notável migração de parte da família Junqueira para São Paulo. Chegando em novo solo, com topografia diferente, cultura diferente, onde a caçada ao veado era diferente, os cavalos tiveram que se adaptar a uma nova topografia e necessidades tendo a necessidade de um cavalo de melhor galope mais resistente por isto foi mais valorizado a marcha trotada que tem apoios bipedal de dois tempos com tempo mínimo de suspensão que cumpria as novas exigências do animal sem perder a comodidade, pois os animais de tríplice apoio apesar de serem mais cômodos não conseguiam acompanhar o ritmo alucinante das caçadas e a lida com gado em campo aberto que eram as duas maiores funcionalidades do cavalo mangalarga no estado de São Paulo. Tanto o mangalarga Marchador como o mangalarga ou mangalarga paulista, são duas raças genuinamente brasileiras, sendo esta última desenvolvida no estado de São Paulo, daí seu nome.

Os cavalos têm três andamentos: o passo, o trote e o galope. Todos estes andamentos têm ‘tempos’ diferentes que podem definir a forma como o cavalo se desloca. O passo tem quatro tempos, o trote dois tempos e o galope três. O galope pode ainda ser o galope normal (a 3 tempos) e o galope de corrida que é a quatro tempos.

Passo

Passo

O passo é o andamento natural, um andamento calmo, relaxado, suave, lento, simétrico, marcado pela progressão sucessiva de cada par lateral de pés. É um andamento executado em quatro tempos, no qual cada um dos membros desloca-se separadamente, resultando numa sequência de 8 apoios. Na audição, percebemos quatro batidas nitidamente espaçadas. O passo é um andamento que deve ser frequentemente utilizado pelo cavaleiro, visando proporcionar períodos de descanso e relaxamento muscular para a montaria, servindo também como forma de recompensa após a execução correta de uma lição.   Trote

O Galope O galope é, a seguir ao passo, o andamento mais utilizado pelo cavalo na sua vida selvagem, Desse modo consegue fugir aos seus predadores. É um andamento a três tempos, o que pode ver se estiver atento ao som do cavalo a galopar nos filmes. Ao contrário do trote que é um movimento simétrico, o galope é um andamento assimétrico.
Marcha trotada: sincronismo perfeito na movimentação dos bípedes diagonais.
Os tempos de suspensão, necessários para as trocas dos apoios bipedais diagonais, são mínimos. Ao contrário, no trote convencional, estes tempos de suspensão dos quatro cascos no ar são bem definidos, nas marchas trotadas mais cômodas, os tempos de suspensão são substituídos por tempos de apoios monopedais ou quadrupedais.
Trote observa-se um sincronismo perfeito no deslocamento dos bípedes diagonais, com momentos de suspensão dos quatro cascos, facilmente identificados. Simultaneamente aos impactos dos cascos no solo, o cavaleiro sente um forte atrito vertical. O trote é um andamento perfeitamente simétrico na mecânica de locomoção.

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